Na ressaca de uma noite europeia, a equipa costuma ser fértil em perder intensidade e criatividade, e hoje não fugiu a regra. Julgo que será determinante para o resto do campeonato as próximas semanas, porque iremos ter jogos de grande dificuldade com deslocações desgastantes e se mantivermos colados ao rival, o título estará a um pequeno passo.
Este foi um jogo de sentido único com o Benfica sempre a procura do golo, embora sem a rapidez e o dinamismo que tem sido característico, muito por culpa de uma Académica que apenas se limitou a defender e cortar as linhas passe.
Mas mesmo assim as oportunidades surgiram embora sem grande eficácia, e com o guarda redes adversária a coleccionar algumas boas defesas.
O golo acabou por tardar e a impaciência da equipa começou a transparecer, e nos últimos o discernimento e calma acabou por praticamente não existir e no último suspiro, acabou por haver um lance que acabou definir o jogo e colocar alguma justiça no jogo, visto que apenas uma equipa tentou vencer o jogo. Foi impressionante ver a equipa da Académica jogar com os 11 jogadores nos últimos 30m, era praticamente impossível transpor as 2 linhas de defesas.
Num jogo de grande luta, paciência, e calma, elejo o Enzo Pérez, pela sua capacidade de luta no meio campo, e por ter tentado sempre procurar empurrar a equipa para a frente.
domingo, 17 de fevereiro de 2013
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
B.Leverkusen 0 - Benfica 1
Jorge Jesus voltou a surpreender com o onze inicial, prova que confia no plantel que tem e, melhorou na gestão dos jogadores. Quanto ao onze, mudou os laterais com a entrada de Almeida e Melgarejo, reforçou o meio campo com André Gomes ao lado de Matic, colocou Ola John na direita e manteve Urreta na esquerda e, na frente colocou Cardozo com o vagabundo Gaitan nas costas, ou seja um homem forte para lutar com os grandes alemães e 3 setas rápidas apontadas à baliza. Uma boa ideia.
A primeira parte decorreu sob a tónica do equilíbrio com as duas equipas a darem a ideia que controlavam as operações sem nunca conseguirem dominar a equipa adversária. O Benfica jogando em trocas de bola de pé para pé para depois tentarem acelerar o transporte de bola, conseguindo apenas 3 situações de algum perigo em remates de fora da área. Os alemães procuravam as diagonais mas que a defensiva encarnada conseguia resolver com tranquilidade. Perto do fim da primeira parte a lamentar a lesão de André Gomes.
A segunda metade começa com os alemães a querem tomar conta do jogo e os encarnados passam por alguns momentos de aflição, e é no melhor período alemão que o Benfica desfere um rápido contra ataque e chega ao golo numa excelente execução de Cardozo. Em vantagem os encarnados fecharam ainda mais as linhas e ficaram à espreita do contra golpe e, tivesse havido maior discernimento de alguns elementos e a felicidade teria sido maior. Até ao fim, o Benfica foi resolvendo as situações perigosas e acabou por vencer, conquistando uma vantagem importante na eliminatória.
Destaco a exibição colectiva de grande maturidade com várias excelentes exibições individuais. Muito bem o tridente Luisão, Garay e Matic, enorme André Gomes pena tão poucos minutos, grande trabalho de Cardozo no desgaste aos defesas alemães e grande golo, enorme André Almeida a defender a sua linha e a dobrar os centrais, e ainda apoiou algumas vezes o ataque e, só não lhe dou o prémio de melhor em campo por que Melgarejo depois de uma boa exibição fez aquele corte fantástico que pode valer a eliminatória.
Última nota, o Benfica está em vantagem mas cuidado com os alemães, para além do seu pragmatismo julgo que os alemães valem mais do que mostraram hoje.
domingo, 10 de fevereiro de 2013
Nacional 2 - Benfica 2
O jogo à partida já era de grau de dificuldade elevada e depois da nomeação de Proença, o estigma aumentou. É certo que mais uma vez não esteve feliz, sobretudo na expulsão de Matic mas sejamos honestos, não foi por ele que o Benfica não ganhou esta noite.
Jorge Jesus surpreendeu no escalonamento do onze inicial com a inclusão de Urreta, e o uruguaio aproveitou bem a oportunidade pois iria ser, na minha opinião, o melhor elemento encarnado na partida. O Benfica foi surpreendido pela forma forte como os madeirenses iniciaram a partida que à terceira situação de perigo obtiveram o golo inaugural. Tendo que ir atrás do prejuízo os encarnados reagiram bem e conseguiram dar a volta ao marcador até ao intervalo, após uma boa exibição colectiva.
O inicio da segunda parte deixava antever a continuação da primeira, com o Benfica a dominar as operações do jogo, contudo num rápido contra ataque madeirense a igualdade é reposta a dois golos. A restante partida foi de certa forma de algum domínio repartido, embora as melhoras situações tenham sido encarnadas. Nos últimos instantes do encontro chegou a polémica, com Cardozo a perder a cabeça por 2 vezes primeiro com um pontapé em Marçal e depois com o puxão a Proença. Por fim a ridícula expulsão de Matic, obra do "auxiliar" de Proença!
Individualmente já destaquei o melhor em campo em encarnado, mas destaco também 3 exibições negativas, Artur que não está a atravessar um momento feliz, Luisinho muito mau no aspecto defensivo e Cardozo pela atitude irreflectida que o prejudica e sobretudo a equipa.
Ainda duas notas para os benfiquistas; não culpem o arbitro e guardem as facas afiadas contra Jesus.
domingo, 3 de fevereiro de 2013
Benfica 3 - V.Setúbal 0
O Benfica entrou a todo gás no jogo, carregando sobre os setubalenses desde o primeiro minuto chegou ao golo logo aos 5 minutos o que deixava a pairar que poderia ser uma noite de goleada. Contudo os encarnados foram baixando aos poucos o ritmo de jogo e, o adversário começou também a acertar melhor as marcações defensivas. Até ao intervalo a toada morna da partida deixou apenas uma oportunidade desperdiçada por Rodrigo de forma clamorosa.
A 2ª parte começou tal e qual a primeira metade, com os encarnados a entrarem muito forte decididos a resolver depressa o jogo, essa pressão exercida resultou na obtenção dos segundo e terceiro golos. Daí para a frente se a partida estava totalmente controlada, mais controlada ainda ficou e os encarnados geriram calmamente o tempo que faltava. Jesus aproveitou para gerir o plantel, dando minutos de descanso a Sálvio, e minutos de jogo a Aimar e Urreta.
Como melhor em campo esteve Enzo Perez que dominou por completo as operações a meio campo, coadjuvado pelo jovem André Gomes, e foi ainda autor de um belo golo a abrir o marcador.
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Paços Ferreira 0-2 SL Benfica
Está cada vez mais perto o caminho para o Jamor, depois de uma noite tranquila, onde o glorioso conseguiu impor o seu futebol, apesar da boa réplica do Paços!
O Paços iniciou o jogo a todo o gás e teve a melhor oportunidade do jogo, logo nos primeiros minutos, mas uma escorregadela do avançado, evitou males maiores para o glorioso, que no primeiro tempo teve enormes dificuldades para conseguir dominar o jogo. Embora o jogo estivesse repartido e o Benfica acabou por ter os melhores lances para poder abrir o marcador, mas o nulo iria-se manter até ao final da 1ª parte.
O intervalo trouxe mais do mesmo, até que numa arrancada pela direita, de Salvio, este cruza para Lima inaugurar o marcador. O golo acabou por trazer tranquilidade ao Benfica e o Paços, acusou um pouco o golo, começando a perder a batalha do meio campo. Situação que se tornou mais evidente com a expulsão de Vitor. A partir daqui o Paços, não conseguiu voltar ao jogo e o Benfica aproveitou para impor o seu futebol e aumentar a vantagem para 2-0, depois de uma recarga de Ola John. Ficava feito o resultado final e a sensação que o Jamor está já ali ao lado.
Num jogo morno de algum trabalho de fato de macaco, elejo o Lima pelo mês de Janeiro fantástico que teve e por ter marcado mais um golo hoje.
O Paços iniciou o jogo a todo o gás e teve a melhor oportunidade do jogo, logo nos primeiros minutos, mas uma escorregadela do avançado, evitou males maiores para o glorioso, que no primeiro tempo teve enormes dificuldades para conseguir dominar o jogo. Embora o jogo estivesse repartido e o Benfica acabou por ter os melhores lances para poder abrir o marcador, mas o nulo iria-se manter até ao final da 1ª parte.
O intervalo trouxe mais do mesmo, até que numa arrancada pela direita, de Salvio, este cruza para Lima inaugurar o marcador. O golo acabou por trazer tranquilidade ao Benfica e o Paços, acusou um pouco o golo, começando a perder a batalha do meio campo. Situação que se tornou mais evidente com a expulsão de Vitor. A partir daqui o Paços, não conseguiu voltar ao jogo e o Benfica aproveitou para impor o seu futebol e aumentar a vantagem para 2-0, depois de uma recarga de Ola John. Ficava feito o resultado final e a sensação que o Jamor está já ali ao lado.
Num jogo morno de algum trabalho de fato de macaco, elejo o Lima pelo mês de Janeiro fantástico que teve e por ter marcado mais um golo hoje.
sábado, 26 de janeiro de 2013
Sp.Braga 1 - Benfica 2
Foi desta que o enguiço foi quebrado, numa vitória justa conseguida com suor e trabalho mas sobretudo talento, no estádio bracarense. Jorge Jesus fez uma boa leitura do Braga e modificou o esquema da equipa, com Enzo mais perto de Matic e colocou Gaitán como vagabundo no meio campo ofensivo. A entrada em jogo encarnada foi fortíssima e colocou em sentido a defesa bracarense que tremeu e sofreu um golo logo aos 5 minutos. O Braga só a espaços incomodava e os encarnados em transições rapidíssimas assustavam a defensiva contrária. À passagem dos 35 minutos Lima apontava o segundo golo, após mais uma jogada rápida de contra-ataque conduzida por Gaitán, e assim os encarnados chegariam ao intervalo com 2 golos de vantagem.
Após o descanso o Benfica um pouco contra natura ao seu estilo de jogo, adoptou uma postura de controlar o resultado sem que controlasse o jogo, abdicou das transições rápidas para não se desposicionar e entregou a iniciativa aos bracarenses. Os encarnados controlaram as operações e, só após a substituição de Ola John por André Almeida os bracarenses começaram verdadeiramente a incomodar, chegando mesmo a reduzir a desvantagem. Depois do golo o Benfica passou por momentos de algum desnorte mas após uma diagonal rápida de Lima, este é rasteirado por Haas que vê o vermelho directo e, coloca um ponto final na discussão do jogo.
Destaque para as exibições de Matic e Enzo que foram incansáveis no meio campo, as setas Ola John e Sálvio bem apoiados pelos laterais, o trabalhador intratável e goleador Lima e para mim o melhor pela forma endiabrada como desbloqueou o jogo Gaitán.
Foi um grande vitória no caminho para o 33, não só pelos 3 pontos mas por mais uma demonstração que JJ está a aprender.
Destaque para as exibições de Matic e Enzo que foram incansáveis no meio campo, as setas Ola John e Sálvio bem apoiados pelos laterais, o trabalhador intratável e goleador Lima e para mim o melhor pela forma endiabrada como desbloqueou o jogo Gaitán.
Foi um grande vitória no caminho para o 33, não só pelos 3 pontos mas por mais uma demonstração que JJ está a aprender.
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
Moreirense 0 - Benfica 2
O Benfica venceu esta noite o Moreirense num jogo difícil e prossegue assim no caminho rumo ao titulo. Como lhe competia os encarnados entraram a dominar as operações na partida, contudo a esse domínio faltava velocidade para provocar desequilíbrios na defesa adversária, o que levou o jogo num nulo para o intervalo.
Na segunda metade os encarnados trouxeram a tal velocidade e, rapidamente surgiram os desequilíbrios necessários para ser inaugurado o marcador. Os encarnados mantiveram o pé no acelerador e poderiam ter ampliado o marcador, algo que viria a acontecer por Lima após excelente abertura de Ola John.
Não foi uma grande exibição mas foi cumprido o objectivo e, foi a melhor forma de terminar um ciclo de 7 jogos em 23 dias, praticamente 1 jogo a cada 3 dias.
Individualmente destaco a exibição de Salvio quer pelo golo que inaugurou a partida mas sobretudo por ter sido o elemento mais objectivo e incisivo do jogo.
domingo, 20 de janeiro de 2013
Académica 0 - 4 Benfica
Estamos na meia-final da Taça de Portugal! Com mais uma goleada, a terceira em quatro jogos da Taça, o Benfica derrotou a Académica por 4-0 e vai agora disputar uma vaga no Jamor perante o surpreendente Paços de Ferreira.
O Benfica afogou as mágoas de não ter conseguido bater o velho rival no clássico em Coimbra. No jogo seguinte ao empate caseiro com o F.C. Porto, a equipa da Luz dizimou a Académica, detentora da Taça de Portugal, e sublinhou a vermelho a candidatura a suceder aos estudantes.
Segue-se o Paços de Ferreira, um osso duro de roer, em duas mãos, antes da grande final de Maio, onde os encarnados não marcam presença desde 2004. Está cada vez mais perto o sonho de Jorge Jesus, com todo o mérito. E eficiência também.
Quem entra da forma como entraram, com tamanha determinação e, sobretudo, eficácia, só pode merecer o seu destino.
O Benfica afogou as mágoas de não ter conseguido bater o velho rival no clássico em Coimbra. No jogo seguinte ao empate caseiro com o F.C. Porto, a equipa da Luz dizimou a Académica, detentora da Taça de Portugal, e sublinhou a vermelho a candidatura a suceder aos estudantes.
Segue-se o Paços de Ferreira, um osso duro de roer, em duas mãos, antes da grande final de Maio, onde os encarnados não marcam presença desde 2004. Está cada vez mais perto o sonho de Jorge Jesus, com todo o mérito. E eficiência também.
Quem entra da forma como entraram, com tamanha determinação e, sobretudo, eficácia, só pode merecer o seu destino.
Aos 10 minutos, o Benfica já ganhava por 0-2 e tinha enviado uma bola ao ferro, ainda antes da meia hora já eram 0-3.
Realce para este último tento, uma obra de arte só ao alcance de jogadores com grande qualidade técnica.
No segundo tempo, gerimos a partida a nosso bel-prazer. A Académica ainda ameaçou mas Artur esteve à altura dos acontecimentos. A meio do segundo tempo, fechámos a contagem com Salvio a culminar, com o pé esquerdo, uma sensacional jogada colectiva. Até final, podíamos ter feito mais um ou outro golo mas revelámo-nos algo perdulários no capítulo da finalização.
Responsabilidades máximas para um ataque voraz, quase insaciável, mas sobretudo porque houve Lima. Muito Lima na partida.
Realce para este último tento, uma obra de arte só ao alcance de jogadores com grande qualidade técnica.
No segundo tempo, gerimos a partida a nosso bel-prazer. A Académica ainda ameaçou mas Artur esteve à altura dos acontecimentos. A meio do segundo tempo, fechámos a contagem com Salvio a culminar, com o pé esquerdo, uma sensacional jogada colectiva. Até final, podíamos ter feito mais um ou outro golo mas revelámo-nos algo perdulários no capítulo da finalização.
Responsabilidades máximas para um ataque voraz, quase insaciável, mas sobretudo porque houve Lima. Muito Lima na partida.
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